Coimbra ainda dá (muitas) cartas em investigação científica

Roubado descaradamente do Público. Alguns links acrescentados.

Vulcão origina explosão de vida no mar
Foi um dos estudos mais interessantes do ano, de acordo com a NASA. Vasco Mantas, cientista da Universidade de Coimbra, documentou pela primeira vez algo que sempre se julgou acontecer, um aparecimento súbito de organismos em regiões submarinas onde ocorre uma erupção vulcânica. O investigador verificou, com ajuda de imagens de satélite, o aparecimento de microalgas associado ao vulcanismo, em regiões do Pacífico pobres em nutrientes. O fenómeno “tem consequências, por exemplo, na cadeia alimentar, fazendo aumentar a ‘carga’ de peixe, e na diminuição da quantidade de dióxido de carbono”, explicou o cientista num comunicado.

Este tem o bónus de ser com a participação da “nossa” Prof. Paula Morais de Microbiologia.

Testar o aquecimento global num ribeiro
Os resultados estão por vir, mas a experiência pioneira em toda a Europa foi posta em prática neste ano. A ribeira do Candal, na Lousã, tem agora um troço de 22 metros separado ao meio, a nível longitudinal. Numa parte tudo acontece naturalmente, na outra um termoacumulador vai aquecer a água em cerca de 3ºC. A experiência, coordenada por Cristina Canhoto, investigadora da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra e que tem uma dezena de colaborações internacionais, além de várias parcerias nacionais, quer responder a uma questão: o que vai acontecer ao funcionamento dos ecossistemas dos rios com o aumento de temperatura?

Aerogéis contra frio de Marte
A temperatura média de Marte é de 63 graus Celsius negativos. Qualquer máquina enviada para lá tem que suportar um clima gelado. No caso do próximo veículo (rover) que a Agência Espacial Europeia pensa em enviar em 2016, são os investigadores do Instituto Pedro Nunes, associado à Universidade de Coimbra, que estão a resolver esta questão A equipa liderada por Ricardo Patrício desenvolveu neste ano aerogéis que protegem os circuitos electrónicos da temperatura e pressão do ambiente agreste do planeta vermelho. A substância foi produzida através de “um processo específico de secagem dos produtos à base de sílica que garante uma menor densidade e maior flexibilidade”, explicou o cientista, num comunicado.

2 thoughts on “Coimbra ainda dá (muitas) cartas em investigação científica

  1. Acho que estás a exagerar!

    Para começar, a ser um bom estudo, as 2 partes têm que estar MESMO bem isoladas senão não há fiabilidade nenhuma.. Logo por aí, em princípio, não há de haver problema. Mesmo que não estejam FQ isolados do resto da ribeira, imagina, a água entra pelo lado norte, é aquecida, flui pelos 22 metros, e escoa pelo lado sul, a diluição trata de minimizar danos daí em diante. Por fim, também acho que as alterações são reversíveis visto que metade do trajecto está intacto. Bastará destruir a barreira e tirar o aquecimento para reverter tudo ao normal.

    Não?

  2. muito brevemente apenas comentando a segunda notícia,

    é mesmo positivo que se aqueça a ribeira da Lousã para testar “possíveis” efeitos do aquecimento global?!

    – Não se vai estar a alterar o ecossistema da zona devido a essa experiência?!
    – Serão essas alterações reversíveis?! Sendo que muitas espécies são extremamente sensíveis a alterações de temperatura.
    – Será que os outros países estão a usar Portugal (nesta colaboração) como cobaia para experiências assim tão arrojadas?!
    – esses 22 metros separados ao meio estão química- fisicamente isolados do resto da ribeira?!

    A ideia da experiência é muito interessante, mas o argumento da mesma é o mesmo que dizer:

    “o que acontece à pele humana quando entra em contacto direto com 1L de azoto liquido?!”
    “cientistas vão experimentar derramar 1L de Azoto Liquido sobre alguém neste estudo pioneiro que tem muitíssimas colaborações internacionais.”

    :-o

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